LBS x Privacidade – A quantas anda este placar?
Por: Nathan de Vasconcelos Ribeiro, em 20 de julho, 2009 - 5:38 pm
Acho que é sabido por todos que, de 21 a 23 de julho de 2009, teremos a realização da 2ª Feira e Congresso Latino-Americano de Localização e Rastreamento. Vejam em www.expogps.com.br. O evento reúne a comunidade de profissionais e empresas nas áreas de rastreamento, navegação e serviços de localização. Nesta segunda edição do evento, participarei de um painel que ocorrerá no dia 23 de julho, terceiro e último dia do congresso. Neste dia, das 9 às 11 da manhã, junto com o moderador Fernando Felice (Tecpar e Universidade Positivo) e os palestrantes Rafael Siqueira (LBSLocal), Theodoro Megalomatidis (FindMe), Sérgio Coutinho (3T Systems), abordarei o tema do título deste post.
Podemos definir serviços baseados em localização (da sigla LBS em inglês) como serviços acessíveis através de um dispositivo móvel que se encontra conectado a uma rede sem fio e que usa a função de localização desse dispositivo. É um mercado em franca expansão, com previsão de crescimento de mais de 100% em 2009 com relação a 2008. Segundo o Gartner Group, apesar de queda de 4% em venda de dispositivos móveis em 2009, os usuários de LBS saltarão de 41 milhões em 2008 para 95,7 milhões em 2009, com o mercado de LBS faturando US$ 2,2 bilhões em 2009 ante US$ 1 bilhão em 2008. Outra fonte digna de crédito, o ABI Research, estima um mercado de US$ 59 bilhões em 2011.
São muitos e poderosos players - grandes internet companies, empresas de TIC e provedores de serviços – organizados em influentes associações, ofertando uma variada e agressiva gama de produtos e serviços, tais como tênis, bicicletas, motocicletas, chaveiros, relógios e até lingerie com GPS; sistemas logísticos; sistemas de saúde; e mobile marketing. Neste cenário, emergem muitas oportunidades e também riscos relacionados com a quebra da privacidade e da garantia dos direitos individuais. A pessoa física é a parte vulnerável de todo o processo.
O objetivo da palestra é apresentar casos práticos que vêm suscitando discussões sobre os riscos de prejuízo da privacidade devido ao uso indevido de novas tecnologias, como monitoramento de presos por GPS, rastreamento de celulares e até implante de microchips em pessoas. Também serão abordadas as iniciativas que estão sendo tomadas por organizações não-governamentais, governos e empresas para mitigar riscos e impactos negativos advindos da perda de privacidade em um mundo cada vez mais rastreável.
Finalmente, conclui-se que os serviços baseados em localização não fogem à regra de que novas tecnologias representam novas oportunidades e também riscos. Porém, a sociedade tem se mobilizado e deverá, com ações de entidades governamentais e não-governamentais, garantir que o indivíduo usufrua da evolução trazida com os serviços baseados em localização, sem prejuízo de sua privacidade.
Espero encontrá-los na 2ª Feira e Congresso Latino-Americano de Localização e Rastreamento. Não percam!